Apoio: 9ª Expo Head Grow

O Negócios da Estufa é uma edição especial de nossas entrevistas, pro qual trazemos referências de nosso mercado para uma conversa em nosso site e no nosso podcast, o Saindo da Estufa. Se sua marca, sua empresa, seu produto quer chegar em nosso público e também furar a bolha canábica, se quer ver repercutir uma boa história de negócios ligados à cannabis e aos psicodélicos, entre em contato com a Breeza e vamos conversar. Pode mandar uma mensagem lá em nosso Instagram, no perfil @breeza_revista, ou email para nosso publisher, o Filipe Vilicic, o Vili, em filipe@breeza.com.br.
E neste Negócios da Estufa, o Vili traz para a conversa o Henrique Oliveira da Silva, um dos criadores e organizadores da Expo Head Grow, feira, festival e grande encontro que é pioneira e referência na nossa cena e cada vez mais fura as bolhas.
Chegamos na 9ª edição em 2025, ou seja, em 2026 terá festa de 10 anos. Na conversa a seguir, Henrique fala de como a maconha virou sua vida, de dores de cabeça com autoridades e “civis” que os perseguem e querem melar o evento, de como as pessoas fazem negócios e até casam na Head Grow, e do que a aprendemos com a ganja.
(Essa conversa também tem a ver porque a Breeza terá um espaço lindo lá na Expo Head Grow, com:
📰 Exposição de nossas entrevistas e reportagens, com bastante interação com o público
💚 Distribuição de adesivos com as cores da Breeza (corra para garantir o seu, porque é limitado por dia!).
🗣️Área para conversas para quem está interessado em fazer negócios breezados com a gente, fazer parte da nossa jornada e saber o que estamos preparando para 2025 e 2026
Tem mais: nossa editora e cofundadora, Anita Krepp, vai mediar uma roda de conversa imperdível na feira.
Para garantir ingresso, acesse esse link da Sympla.
Agora segue para a nossa entrevista com o Henrique, um dos criadores da pioneiríssima Expo Head Grow:
Henrique, muito obrigado pelo seu tempo e pelo espaço que a Head Grow vai conceder pra nossa Breeza Ao Vivo, pra gente trazer várias experiências pros breezers. E falando já direto aqui da Head Grow, que é a feira raiz, né? Então vamos falar da nossa erva aí, que homenageia ela. Uma coisa que me vem é que vocês vão chegar em 10 anos no ano que vem. Como é que foi fazer lá no início e quais são os desafios hoje?
Quando a gente começou, que foi nossa primeira Expo, em Campinas em 2017, ainda havia muitas poucas feiras, a maioria eram internacionais, né? No Chile, já tinha uma feira muito grande, na Argentina tava começando; fora as Spannabis, e Cannabis Cups dos Estados Unidos, que já rolavam ali muito bem. E aqui a gente tinha de referência o Pot in Rio, no Rio, né?, que fazia um evento anual em 2017. E aí começou a ter esse advento, então era um caminho ainda muito sinuoso, saber como fazer um evento para falar de maconha. Foi uma coisa, uma construção mais coletiva, mais, assim, antes era até Encontro Head Growers, foi o primeiro nome, o primeiro que foi em Campinas. Encontros de head shops e growshops e tal. E aí era uma coisa mais difícil, a gente sentia que era meio que pisar mesmo mais em ovos, assim, que era uma coisa nova, né? Mesmo tendo Pot in Rio, mas era uma referência longe, né? Tinha tido um encontro de tabacarias que foi em Mogi Mirim, também um ano antes, que aí a gente viu, foi bem menorzinha, três, quatro marcas, mas foi o que a gente viu acontecendo. Então, tava nesse caminho, eu vejo uma diferença para hoje: a gente já vê mais caminhos possíveis que dá para se ligar, como você vê a Expo Head Grow, aí você vê com o advento da ExpoCannabis, que já vem do Uruguai, com a força do Uruguai, com know-how do Uruguai e com cannabis no nome, que acho que também isso faz toda a diferença. Ainda Head Grow… ninguém muito ainda tá ligado, ainda precisa explicar pra pessoa, dependendo da pessoa, ela não vai conseguir pegar de primeira. Agora, cannabis. Opa, cannabis é cannabis, né?
E aí a gente tem a Híbrido, a Intercannabis, também. Então eu acho que hoje em dia já tá ficando um pouco mais fluído, no sentido de divulgação, porque tem mais outras pessoas fazendo, cada um fazendo de uma forma, no mesmo nicho, mas de uma forma diferente. Então é esse o parâmetro. Quando a gente começou lá em 2017 ainda não tinha muitas referências além de ter o Pot in Rio dentro, e as outras de fora, né? Então é aquela coisa ainda meio, né?, que até hoje, é proibição, mas, pô… será que a gente pode? Será que não pode mesmo se fazendo tudo certinho, sabe? Assim, ainda você fica meio assim, mas acho que com esse caminho desses anos para chegar até hoje, tá mais consolidado.
Como é que foi a conversa para fazer a primeira Head Grow? Porque imagino que, como você falou, tem algumas empresas aí, tem a Breeza aqui falando sobre maconha abertamente, a gente repercute na grande mídia. Quer dizer, o assunto tá aí. Agora, lá há 10 anos, quase isso, 9, aí tinha um ato de desobediência civil, de você escolher que, pô, isso aqui pode me dar um problema jurídico, né?, apesar da importância de fazer. Da onde veio essa ideia, essa coragem?
Muito massa, porque você pergunta assim e vem os flashbacks. E você bota a cabecinha para pensar e sou muito grato porque eu tava nesse momento zero aí. Vamos lá! Para eu contar isso, preciso contar um pouquinho bem rápido da nossa história. Mas, assim, eu e o Felipe, que é um dos organizadores da Expo também, dono da da Cultura Dab, uma marca aí já forte no mercado. A gente tinha uma tabacaria aqui em Americana (interior de SP) juntos, onde fizemos uma tabacaria voltada pro ramo de maconha, e que já era uma contracultura pra caramba. Porque as pessoas entravam, as pessoas mais velhas entravam na nossa tabacaria, não iam achar um charuto, não iam achar um, sabe assim… porque antes tabacaria vinha muito com isso, né? Era uma loja meio que de presente, artigos de presentes, né? Então, a gente já foi a primeira headshop em Americana, e já foi um grande incentivo. E aí a gente foi no encontro de tabacarias, como eu disse, em Mogi, e a gente já achou muito massa. Foi quando a gente conheceu, eu lembro assim que eu conheci o Jarrão pela primeira vez, tive acesso a uma galera da (indústria da) seda que tava lá e aí tipo a gente falou: “porra, que massa”. E aí isso aqui entre, principalmente com o Felipe, começou a borbulhar muito dentro dele, de mim, também. E lançaram no mesmo ano o Ganja Talks, em 2017. A galera falando do Ganja Talks, e a gente começando a entrar nesse meio, no meio do cenário mesmo, das marcas, de tudo que tava rolando, a gente não conhecia. E não éramos de São Paulo, capital, éramos do interior. Então, isso também dava uma dificuldade de chegar na galera porque a gente não tava ali, no miolo da coisa. Quando a gente decide sentar e falar, porra, vamos fazer, acho que seria muito legal a gente comunicar, informar e juntar todas essas marcas que estão fazendo. E aí foi a primeira ideia que a gente já chamou a galera para fazer. Aí chamou as marcas mais conhecidas. Então o primeiro pensamento foi assim: como fazer, tá ligado? E aí, como você falou “poxa, mano, mas como que a gente vai ser seguro disso, né?” A gente não tinha uma segurança, foi mesmo vontade, peito e falar, assim, mano, vamos fazer um evento no interior, porque é o que a gente sentiu, que acho que é o foi a grande fagulha também, além do do ímpeto de querer fazer uma parada. É tipo assim, mano, vamos fazer algo aqui no interior pra gente também. Vamos trazer essas marcas para cá, vamos comunicar, vamos fazer algo aqui próximo da gente, vamos colocar no mapa, foi uma coisa muito de coração mesmo, irmão, sabe? Tipo “vamos fazer!”. Não era pensando em dinheiro, não era, era em fazer algo para um movimento, sabe? Dessa junção… então a Expo nasce dessa fagulha.
“Vamos colocar no mapa, foi uma coisa muito de coração mesmo, irmão, sabe? Tipo “vamos fazer!”. Não era pensando em dinheiro, não era, era em fazer algo para um movimento”
Sou aqui paulista, então falo com um lugar de nascimento, de que o interior de São Paulo é conhecido por ser muito conservador, em alguns pontos até reacionário. Como é que foi a recepção das pessoas, das cidades, dos prefeitos, quando vocês resolveram fazer e quando vocês começaram não só a fazer, a mostrar pro pessoal do que se trata, que vocês conseguiam atrair milhares de pessoas… que não era uma festinha, era o contrário, era um grande festival dedicado à maconha, à ganja. Como é que foi a reação?
Olha, a primeira, eu vou te dizer, a primeira foi uma coisa tão começo mesmo, eu ia usar a palavra amadora, mas é que também é uma coisa bem começo, embrião, um embrião ali. Acho que nem o Estado, nem a gente mesmo, sabia o que tava acontecendo ali, como eu te falei, que era uma coisa muito “uau, só vamos fazer, vamos fazer acontecer, tá ligado?” Vamos! E o Felipe, já de muito tempo também, sempre frequentou muitos festivais longos, de música eletrônica, a gente já tinha essa coisa, essa essência do festival em si, essa coisa de fazer som aí, as marcas e tal. O Felipe já tinha ido pela primeira vez pro Uruguai junto com o Clóvis, que hoje também é um dos organizadores e também na época já viu esse começo, desde o começo zero. Eles já tinham ido para uma feira no Uruguai, então voltaram muito com esse ânimo, tipo, caraca, acho que é possível fazer aqui pra gente, sabe assim? Então, eles vieram muito com essa ideia.
A gente não teve nenhuma coisa muito reacionária contra, mas a gente, sim, tá num ambiente, totalmente, acho que hoje em dia, do tamanho que é a Expo Head Grow, acho que eu não sei se eu faria aqui em Americana ou Sumaré, ou na própria Campinas. A gente fala de cidades aqui dentre as últimas a abolirem a escravidão, últimas cidades. Então, é assim que você sente esses resquícios até hoje do colonialismo, né?, nessas cidades aqui hoje no interior. Mas como era uma coisa muito nova ainda, nem eles sabiam o que tava acontecendo e meio que nem a gente sabia, mas a verdade assim que foi uma coisa pequena, então a gente não teve um problema.
A gente tem um problema só tipo, assim, que aí já é um bastidor engraçado da Expo, mas essa primeira a gente fez dentro de um condomínio que era um condomínio de médicos, que a gente foi descobrir só no dia da feira, claro. E começou a ter… um condomínio, mas não é um condomínio que é a porteira tipo fechada, é um portão onde você pode entrar assim, né? Mesmo se você for lá agora, você consegue entrar no condomínio, que não é aquela porteira que você precisa se inscrever e tal. Mas aí começou a entrar um fluxo muito grande de carros, o nosso estacionamento começou a não dar mais vazão, aí começou a parar carro na rua e aí aconteceu, né?, um problema de “pô, você tá atrapalhando aqui o itinerário” E a síndica desse condomínio era uma era uma delegada civil de Campinas, tá ligado? E a gente “meu Deus do céu, e agora?”
Aí, tipo, pô, a gente foi encontrar com ela lá fora, bem longe do rolê. Aí fomos lá conversar com ela, “a gente vai resolver, fica tranquilo”. Mas deu tudo certo, por sorte a gente conseguiu achar um outro lugar para pôr o estacionamento e dar uma vazão pros carros, mas não tivemos uma grande dor de cabeça de primeira. Agora, depois da segunda, a gente foi para São Paulo em 2018, e também não tivemos um grande problema, só que quando a gente foi para Itu em 2019, e a gente ficou até mesmo com o advento da pandemia, mas a gente ficou lá até ano passado, 2024, a gente teve inúmeras coisas lá em Itu, gente querendo embargar nosso evento, a gente virou “a festa da maconha”, então eles vendiam essa ideia dentro da cidade. Tentaram algumas vezes fazer manobras para embargar nosso evento. 2023, um dia antes do evento, vieram acionar a gente falando que iam embargar e etc., mas no fim a gente tava tudo legalzinho. E esse é um dos motivos que a gente veio aprendendo a fazer tudo muito bem certo. Eu falo que é fazer 420 vezes melhor, tá ligado? Porque você tem que fazer a coisa todo certinha mesmo, como a gente já tá falando, a gente já tá levantando uma puta bandeira do antiproibicionismo, da maconha mesmo, sem medo de falar, sem medo de pôr a cara e vamos fazer, a gente tem que estar muito bem amparado com isso, assim. Então, em 2017 a gente não teve essa coisa do antiproibicionismo, mas depois, em contrapartida, quando o evento foi crescendo e a gente entrando com alvará dentro da prefeitura, a prefeitura “ó, eles daí de novo”. E aí ter pessoas que nem são do Estado, já teve uma vez lá uma pessoa cidadã que nem eu e você, que ficou postando no Instagram a semana inteira “a festa da maconha, que eles estão deturpando a nossa cidade, que eles estão… eu tô acionando aqui senadores, deputados”, tipo, assim, ele tava querendo um palco, claro. Porque é uma pessoa civil que nem eu, você. Ele não é um senador, então ele não iria conseguiria fazer nada. Tanto que a gente tem uma equipe de advogados, todos os anos a gente recebe Conselho Tutelar, Anvisa, Civil, todo ano, todo ano a gente sabe que vai ter essas visitas, e aí a gente tem nossos advogados, a gente faz tudo certinho. E pra finalizar aqui essa pauta: não é fácil fazer, não é fácil falar de maconha. Parece simples quando a gente vê todos esses eventos lindos acontecendo, inclusive o nosso. Não é fácil. Não é fácil. Não é só simplesmente uma feira qualquer que vai lá e faz um evento, uma feira de gastronomia. Não, não é. A gente tem que fazer 420 meses melhor que todas essas feiras pra gente estar de boa e conseguir fazer. Veja como foi a We Expo que depois posteriormente veio fazer em Campinas, que acho que foi em 2022, e eles foram embargado por um cara, a mesma coisa, um cara civil que queria palco, conseguiu o palco e aí eles tinham algumas coisinhas lá que realmente, burocraticamente, deu uma uma intervida, e eles infelizmente não conseguiram fazer a primeira edição.
“Aqui essa pauta: não é fácil falar de maconha. Parece simples quando a gente vê todos esses eventos lindos acontecendo, inclusive o nosso. Não é fácil. Não é só simplesmente uma feira qualquer que vai lá e faz um evento, uma feira de gastronomia. A gente tem que fazer 420 meses melhor pra gente estar de boa e conseguir fazer”
Cara, você falou aí “festa da maconha”, que em Itu a Head Grow ficou conhecida assim. Primeiro, qual o problema de ser uma festa da maconha? Porque tem muita festa do álcool, né? Tem festa do álcool, tem festa do cigarro. Álcool é todo, todo dia. E, vamos combinar, um rodeio é o que se não uma festa pro álcool. E nada contra o álcool, né?
Concordo, mas o álcool você compra de qualquer jeito, né? E esse é o maior mal que tá nas nossas famílias, o álcool, o cigarro, você compra de qualquer jeito. Se você for até menor de idade, você dá um jeito, você compra, tá ligado? E ele é muito mais nocivo que a própria maconha. A gente sabe disso, né? Não é mais segredo, tá ligado? Não é “eles são doidinhos”, tá ligado? É fato.
Realmente é uma reação que além de conservadora, é também preconceituosa, quando se fala assim “festa da maconha”.
E era como eles queriam vender mesmo a ideia de “a festa da maconha”, tipo assim, não uma a festa da maconha tipo nós, que, “eh!” (comemora). Pra eles é tipo erro, a festa da maconha é pejorativa, tá trazendo mal, tá trazendo, sei lá, o inimigo para dentro de casa,, sabe? E aí o inimigo é a gente, velho, que fuma um e quer comer, quer tomar uma água e aí quer andar no estande, tá ligado? Queira ou não queira, a gente gerava muitos empregos ali para a cidade (Itu), locais, eram seguranças, era a própria galera da Maeda (onde era a sede do evento), que tinha que pegar um contingente maior, era a galera de segurança, os staff a gente pegava de Itu. A gera movimenta, a gente pagava todas as certidões de alvará e todas as coisas, então a gente pagou pro Estado também. A prefeitura de Itu também estava se beneficiando com isso. Se a gente olhar em 360, não faz sentido, né?
E aproveitando só que a gente tá falando isso, porque muita gente chega para mim e fala “Nossa, mas você faz o evento? Como que você faz?”. Gente, é normal, se você quiser fazer um evento também, você vai ter que, se for grande, se for para mais de 5 mil pessoas, começa, na verdade, a partir do alvará, que é a partir de 3 mil pessoas que você começa a fazer, ter que tirar um alvará. Então, você vai precisar, você vai precisar saber de tudo, você vai precisar de todos os certificados, de todas as papeladas de quem vai trabalhar com você. Você vai ter que entrar na prefeitura e protocolar o seu pedido. Então você vai ter protocolando o seu pedido, você protocola no Bombeiro, você protocola na Polícia. E esses dois órgãos também vão vistoriar e certificar o seu evento. Então, é todo um trâmite para você chegar e abrir as suas portas. Para fazer um evento, como qualquer evento, seja de maconha ou não, de carro, de comida, é o mesmo caminho.
A gente faz isso e a gente conta a nossa história, né? A gente vai falar da maconha medicinal, a gente vai falar também do antiproibicionismo, a gente vai falar de como você tira o seu HC, como você vai se medicar. Ah, vamos falar também de como um influencer canábico tem a dificuldade de falar dentro da rede. Vamos falar de tudo. Vamos falar de como você vai plantar sua primeira semente, como você vai fazer, como você vai germinar, como você vai tirar. Informar também, você vê todas as empresas que estão no momento, você fala “Nossa, aquela sedinha diferente, nossa, essa coisinha diferente, nossa, um potinho que eu nunca vi, nossa, o cara soprando vidro”. Que é o mercado da cena canábica também, que gira e muda a todo momento, tem coisas novas e ainda de quebra a gente ainda ganha um show, se diverte no final, tá ligado? Pô, é aquela egrégora no final, depois de tudo disso que você fez o dia inteiro, teve pensamento, pensou, botou para pensar, se divertiu, ganhou o brinde e tal e depois ainda vou cantar, vou saudar e, pô, então é muito gratificante também.
E olha tudo que você falou, de pensar, de fazer negócio, de tá lá para formar rodas, para conversar, ter ideia junto, também o show. Quando você compara com uma festa do álcool, que a gente tinha comparado, a festa do álcool, quando é dedicada ao álcool mesmo, você chega lá, e eu não tenho nada contra nenhuma substância, sem hipocrisia aqui, todo mundo pode beber, faz o que quer, mas você vai ver pessoas mais animadas, às vezes violentas, o álcool leva para esse lugar. E a maconha, que muita gente tem preconceito, leva a fazer negócios, leva a sentar numa roda, trocar uma ideia, ouvir uma música, ter uma larica, não ser ofensivo para ninguém. Então, quem vai lá pode esperar coisa boa.
Até complementando isso que você tá falando, permite também… quando você vai para um rodeio, ou qualquer outro tipo, vamos tirar do rodeio pra gente não achar que a gente tá, né? Mas você não consegue ter um diálogo com outras pessoas porque você fica ali na sua, outra pessoa fica assim (faz gesto de mais acuado). Até a maconha, nisso ajuda, porque a gente tá lá na Expo e “pô mano, tô sem o isqueiro aqui, você pede para mim”. Aí do nada a gente já tá conversando, fazendo um junto. Amigos, amigas se conhecendo, a Expo proporciona isso. Eu já vi pedido de casamento, eu já vi pessoas se conhecendo lá que já casaram, pessoas que viraram amigas lá e que tipo “ah, eu tava na fila lá, conheci e já é a terceira que a gente vem todo ano junto”. Então, tipo assim, em outros eventos isso não ocorre, velho. Não ocorre, tá ligado? É um bagulho muito importante que você falou também, que foi uma das coisas cruciais pra gente fazer. Como a gente era uma marca muito pequena, que tava e ainda tá crescendo, a gente queria dar essa possibilidade também pros expositores, pras marcas, pras lojas poderem se conhecer. Tipo assim, pô, eu tenho uma tabacaria, eu conheci o Jarrão, diretamente com ele. Então, porra, Jarrão, pô, Squadafum, eu queria muito ter lá na minha loja, como que é, pô? O Jarrão vai te passar o contato, pô, rola o network. Então essa também é uma fagulha muito central de fazer a Expo lá no começo, que eu não falei, mas você falou agora, eu queria salientar isso também que acho que foi e é a coisa principal da gente fazer a parada: se conectar. E colocar o interior dentro disso, não ter que ir para São Paulo para se conectar na época, a gente fazer isso aqui e a galera vir para cá também, que tem uma força, sabe? Como tem marcas aqui no interior forte para caramba.
Henrique, como é que você entrou pra cultura canábica e, antes, aí antes da tabacaria, como é que você mergulhou nessa, se envolveu nessa? O que te levou a falar ”pô, esse é meu território”.
Fumei a primeira vez, assim, de adolescente, né? E aí você vai, aquela coisa super, que fica até meio psicodélica, quando você for a primeira vez, você fica tipo “e aí, acho que esse foi o primeiro pontapé”. Quando você começa e falar assim… isso aqui a gente tá falando ainda de um tempo um pouco mais para trás, tenho 33 anos, era ainda na minha adolescência. Na adolescência, fumar maconha era um bagulho tipo fumar craque, sabe? Tipo um bagulho… você vai fumar maconha, você vai roubar, você vai matar, tá ligado? É o “ice Fantástico” mesmo (risos). Então eu lembro também quando você ia fumar, e era uma coisa super mega escondida. Como a gente é do interior (de SP), a gente ia muito lá pro meio do mato, no canavial para fumar, ou entrava em alguma construção para… tipo, fumar hoje em dia já tá uma coisa mais, você vai para um barzinho, você vê cinco, quase cinco pessoas fumando na calçada.
“Lembro também de quando você ia fumar e era uma coisa super mega escondida (…) a gente ia muito lá pro meio do mato, no canavial (…) tipo, fumar hoje em dia já tá uma coisa mais, você vai para um barzinho, você vê quase cinco pessoas fumando na calçada”
Aí eu fui pra faculdade, acho que no advento da faculdade, quando eu fui morar sozinho, tal, eu acho que foi quando eu virei maconheiro de verdade mesmo, aí foi quando comecei a pegar a cotinha do mês, quando você tem o seu kit, né? Então aí acho que foi quando comecei a entender melhor, mas quando eu entro no mercado mesmo, acho que quando eu tava na faculdade ainda e eu compro duas caixas de Smoking, uma marrom e uma prata, para vender lá na cidade, né? Vender para os meus amigos, porque eu morava na república, às vezes a gente fazia muitas viagens do movimento estudantil, e aí eu já levava as caixinhas para vender. Foi onde eu comecei a entrar no mercado mesmo assim, sabe?
Aí quando eu me formei, pô, vou mais para minha carreira e tal, aí foi uma chama que, na verdade, pensando agora, viu?, analisando isso agora, acho que a chama já tava acesa. E aí foi quando eu pensei e falei: “Mano, mas acho que eu posso ir por esse caminho”. E aí foi quando eu abri a tabacaria aqui, eu e o Felipe, em Americana, em 2016, que entro de cabeça, e tô praticamente 10 anos aí, que eu vivo disso, tá ligado? A maconha é minha vida, tá ligado? Tipo, literalmente, eu não tenho um plano B, o plano A é esse. E, tipo, eu vivo isso 24 horas do meu dia, tá ligado?
“10 anos aí que eu vivo disso. A maconha é minha vida, tá ligado? Tipo, literalmente, eu não tenho um plano B, o plano A é esse. E, tipo, eu vivo isso 24 horas do meu dia”
Claro que cada um tem o seu jeito, né? Tem várias coisas. Tem uma pessoa que cultiva, tem uma pessoa que faz a influência, vocês fazem a comunicação. Eu fui pra área de empresa, eu tenho minha marca também. Eu tenho minha loja ainda aqui, minha tabacaria aqui. A gente faz o evento, tem a Expo, já fizemos Copas, então eu vivo isso, tá ligado? Vivo isso. Aliás, tenho de agradecer à minha mãe, que foi ela quem emprestou o cartão de crédito para comprar as sedas Smoking (como ele começou no mercado).
E ela sabia o objetivo da seda?
Na época a gente não falava muito “Ah, eu fumo”, mas, assim, eu fingia que enganava, ela fingia que também era enganada. E aí eu cheguei para ela e falei assim “Ó, mãe, aqui não tem seda, e a galera fuma”. Já tinha um pouquinho de galera fumando tabaco, mas a galera fuma maconha. “E eu tô achando que vai me ajudar aqui no final do mês”. Aí mostrei para ela, “olha, se a caixa vem com 50, eu vou vender a tanto, vou ter tantos disso aqui e vou ajudar nisso aqui para pagar o aluguel lá”. Enfim, contei essa história e ela comprou. Como também quando eu abri minha loja aqui, a Tabacaria Freak, e minha mãe e meu padrasto foram os que mais me apoiaram no sentido financeiro e estrutural. De ir lá, ajudar a limpar a loja, montar a estrutura da parada, que acho que foi uma importância muito grande também. Assim, pelo menos essas pessoas, duas pessoas bases, me apoiaram muito nesse início, assim, sabe? Tipo assim, se eles não tivessem dado esse aval, talvez eu desistiria, sabe? Então foi isso, uma coisa muito natural, orgânica, sem esperar grandes coisas. Só ser feliz assim mesmo. E e é muito doido porque quando eu dei conta disso, eu falei: “Cara, eu não sou muito diferente que um jogador de futebol, um surfista, tá ligado? Eu não tenho a mesma conta e o salário que eles, a mesma conta bancária, mas eu sou feliz, tá ligado?” Eu acordo motivado para uma coisa que me faz feliz. Eu já trabalhei num lugar que eu não era feliz. Eu acordava e porra, tipo, porra, porque eu falei, eu vou ter que viver, sabe assim, tipo, acordar e falar: “Que droga, vou ter que viver minha vida agora”. Assim, por não gostar do trabalho, por não gostar do ambiente. E aí você é motivado, mesmo no bom ou no ruim, mas quando é algo que você acredita, é muito doido, mano. É muito doido essa mudança de chave assim, sabe?
Legal que a tua família apoiou, então quer dizer, não houve resistência à maconha, né? Porque muita gente passa por aquela coisa da resistência da família que não entende o motivo, que exagera, acha que já vai pro crack. É como você falou, né? Que antes era visto para todos como crack, vai matar, vai roubar, como você tava falando aqui, né? A visão preconceituosa. Mas a tua família, não, a tua família te apoiou. Isso você vê como um bom exemplo?
Foi um ótimo exemplo. Eu acho que eu ainda tenho um contexto que sou negro, numa família negra, o antiproibicionismo para nós bate muito maior, né? É muito, é notável, é muito, até hoje se a gente parar para ver, quantos empreendedores negros no meio canábico têm, ainda são poucos. Porque a gente tem medo, velho. Eu tenho medo ainda, tá ligado? Tipo, a gente tem medo, que é uma coisa que já nos bate de muito tempo, né? E aí você fala: “Eu vou trabalhar com isso?”. E gente, quando eu falo trabalhar com isso, não é porque vai vender maconha. Não, mas a gente trabalha em diversos ramos, e quando legalizar eu vou querer vender maconha também, tá ligado? Eu vou querer fazer nosso coffee shop, eu vou querer fazer, tá ligado?
“Se a gente parar para ver, quantos empreendedores negros no meio canábico têm, ainda são poucos. Porque a gente tem medo, velho. Eu tenho medo ainda, tá ligado?”
E aí dentro da minha família, por meus pais terem sido pessoas que viveram a rua, a vida. São pessoas que viajaram, pessoas que viram as maldades, as coisas boas e ruins da rua. Tenho certeza, eles conseguiram me passar. O meu pai foi mais receoso no começo, né? Mas também entendo ele, né? Porque eu me formei numa faculdade pública, onde ele e minha mãe me bancaram a vida inteira de escolas e na faculdade também. Eu tinha minha bolsa na faculdade, mas eles davam o alicerce da parada. E quando eu decido ir para um outro lado, não foi nem o problema de ser uma tabacaria, foi um problema mesmo que ele (o pai) sentiu que, tipo, poxa, mano, você se formou, vai pro seu lado dessa, pô, vai pra gestor ambiental, vai pro lado que você se formou, faz sua carreira em cima disso. “Para esse lado que você está indo, ele é mais sinuoso, né?”. Ele não é assertivo assim, né? Não tem uma certeza, né? Então eu entendo ele nesse receio, hoje com uma cabeça mais adulta também. Mas, posteriormente, também, hoje ele super vai nas expos ficar mais comigo, ele toma CBD já tem 4 anos, entende o movimento. Hoje ele que me passa informações às vezes, coisas que eu não sei. Vejo o Instagram dele, ele posta as paradas de cannabis, CBD e maconha. Pô, então minha família apoiando, como eu disse, pelo menos para mim, foi muito importante, porque talvez se eu não tivesse o apoio deles, talvez eu estaria aqui, mas seria muito mais difícil. Então, acho que é muito importante você… agora vamos dizer para os pais de filhos adolescentes, né? E eu digo, assim, ainda recém jovens, né? Porque 18 anos a gente não é adulto ainda. Né?
Só a lei que te falou que você é adulto, mas ainda a gente tá numa puta construção de caráter, de saber das coisas. Claro que já tá nos caminhos mais firmes, mas a família é muito importante entender, mano. Entender o caminho. Nem digo para quando e se a pessoa, seu filho, filha ou alguém quer abrir algo no meio canábico, mas só de consumir, entender o consumo, né? É claro que o pai tem medo de, pô, o filho pode ir para outras coisas, sabe? Fazer os negócios, porque é o que o sistema vende na sociedade, de vício e tudo mais, mas entender, tá junto, saber que a maconha não é esse bicho de sete cabeças, né? E no meu caso, foi muito importante mesmo na parte profissional, porque, como eu disse, minha mãe, meu padrasto, ali no começo foram os que me incentivaram de fato para eu estar onde eu tô hoje.
Henrique, e nesse tempo todo como usuário, como figura da cena, como empreendedor da cena, da maconha, da cannabis, da ganja, como quiserem chamar aí com bons nomes…. o que que a maconha te ensinou, cara? O que que a maconha mais te trouxe?
Caralho, você jogou uma bomba aqui, hein, mano? Foi bom que você fez uma pergunta assim, foi o que eu falei, porque é realmente o que acho que mais faz sentido. Deu até um bagulho aqui no coração, mas, de fato, ela me deu quase tudo, irmão, de coração mesmo, assim, ó, até emocionou, velho, daora. Deu muita coisa para mim, velho, deu vários caminhos. Eu fui para vários lugares que eu talvez não conheceria de outra forma. A única vez em que eu saí do Brasil foi pro Chile, foi para ir para uma feira, por conta minha também, porque eu corri atrás, mas foi por conta de tudo isso. Eu não sei falar uma coisa, mas acho que é tudo, na verdade. É tipo nos pequenos detalhes, como eu falei, eu vivo isso todo dia, 24 horas. Eu não sei nem falar uma resposta certa, mas acho que é uma coisa assertiva, eu cresci dentro do meio. Eu virei um empreendedor dentro da cena canábica. Como eu falei, quando eu abri a loja, nunca tinha feito um curso de como gerir uma parada, de como fazer um um caixa, como comprar, como vender, tá ligado? Claro que eu tinha um sócio, e tenho, né?, o Felipe, até hoje, que é um dos meus melhores amigos. E aí a maconha, desde quando eu experimentei e até hoje, é realmente a minha vida, velho. É minha vida. Eu não sei, não sei dizer. É uma outra coisa, assim, é porque ela é muito ampla mesmo, ela me ajuda diariamente com várias coisas. Fumar também, né? Mas além de tudo isso, olha o que a gente tá fazendo aqui, irmão, eu não estaria conversando com você se não fosse a maconha, entendeu?
Hoje eu não faria parte do do evento, o evento mais pioneiro, o maior evento canábico no Brasil. Até, tipo assim, é no Brasil, não é em Sumaré onde eu moro, Americana, é no Brasil. Hoje a gente é referência no Brasil, tá ligado? Com todos os respeitos às outras feiras, que também são muito importantes, mas a gente tá há 9 anos, né? A gente conseguiu persistir 9 anos e não é fácil isso, tá ligado? É uma coisa muito difícil. A gente, o mercado mudou muito, a economia mudou, e a gente conseguiu continuar fazendo. Então é isso, a maconha é minha vida, me ajuda diariamente em diversos ramos, diversas facetas da minha vida, tá ligado?
E agora, Henrique, convida o pessoal aí pra Head Grow contando o que você acha que a galera vai encontrar neste ano e que tem mais destaque, de mais diferente aí, pode ser no entretenimento, nos shows, nos negócios, nas interações, nas amizades que a gente constrói, como você falou. O que a galera vai encontrar? Convida a galera aí.
Vamos lá. Primeiro, só contar um contexto, a gente não conseguiu mais ficar na Maeda (em Itu) por problemas internos deles lá, coisas que eles tiveram de arrendamento do próprio espaço, e foi, assim, quase que não teve a Expo, porque… mais uma coisa que eu acho que é importante falar pra galera entender que a coisa não é tão simples, sabe? A gente bateu em inúmeras portas, tanto próximas a São Paulo no interior, como dentro de São Paulo, muitas portas. E sempre quando eu chegava no assunto do tema, as portas se fechavam, tá ligado? E a gente é a gente, tá ligado? Nossa feira é isso, a gente faz muito certinho. Então foi muito, muito difícil. A gente tá muito feliz que a Neo Química Arena abriu as portas pra gente, foram muito solidários mesmo. Aí a gente vai conseguir, a gente já esteve em São Paulo em 2018, que foi um evento muito lindo também, que a gente saiu de Campinas, e foi para São Paulo, foi uma coisa muito reverberante. A gente duplicou praticamente o número de estandes e pessoas. Então, este ano vai ser um evento grandioso, vai ser lindo. A gente vai estar em São Paulo, onde é tem mais acessibilidade, é muito mais fácil para todo mundo chegar, tanto para pessoas de São Paulo como para pessoas de outros estados, como pessoas até aqui mesmo do interior. Vai ser um ambiente lá, tem um ambiente grande, você viu, é um ambiente massa. Vocês vão ter a experiência Expo Head Grow. Quem já foi sabe, isso a gente vai entregar melhor do que já é, tá ligado? Quem não foi ainda vai entender o que eu tô dizendo agora. E é isso, a gente tá indo pra 9ª Expo Red Grow. Fim de semana que vem, dias 23 e 24 agora, sábado e domingo, de agosto.
Estamos fazendo a parada com mais amor e carinho do mundo. Inclusive, hoje a gente já tá lá na Neoquímica Arena. Todas as empresas, todas as marcas que apoiaram a Expo já estão muito, muito animadas, vão trazer muitas coisas pros seus estandes. Então vocês podem se preparar, além do que a gente já prepara, vai ter aquele show a parte de todas as empresas que participam, que, pô, eu não tenho dúvida que vai ser muito, muito irado todas as ativações que vão rolar lá. A gente fez com muito carinho neste ano o lineup de palestras. Foi um dos melhores que a gente já fez em todos esses anos. Ele tá muito geral, assim, com muitas pessoas, muitas falas. A gente vai conseguir ter falas de comunicação, a gente vai ter palestras sobre cultivo, da parte do cultivo orgânico como mineral. A gente vai ter advogados que trabalham com isso e dizendo como tá andando a história do Habeas Corpus, como você tira seu Habeas Corpus. A gente vai ter médicos que já trabalham no meio falando como você tira sua Anvisa, como você vai ter a sua prescrição, como você usa seu remédio, como você consegue ter o seu remédio. Vamos ter aí grandes coletivos. Vamos ter também a Sister of the Valley aqui com a gente. Uma história que é muito massa, elas também já tem há um tempo lá na Califórnia e hoje também estão no México, e já vão começar a fazer aqui no Brasil. Então, de informativo já falei, pô, empresas, marcas enormes, palestras, pô, nos shows também, que abraça meu coração. Era um sonho nosso de alguns anos ter Ponto de Equilíbrio e eles vão estar com a gente. Então, Ponto de Equilíbrio. Vamos ter também nosso grande irmão Akira Presidente convidando a Clara Lima. Vamos ter os DJs também Lowe e Justiceira, que estão com a gente há um tempo. DJ Kokay, vamos ter Planta & Raíz, que tá voltando. Eles tocaram em 2022 na Expo e estão voltando pros palcos. A gente tá muito feliz com isso. Vamos ter Febre 90’s, que era muito pedido também. Brime. Lys Ventura, que uma mulher, uma DJ fora de, de… sem palavras, inclusive vi ela recentemente discotecando. Você é louco! Então é isso, só vem. Eu vou estar lá, o Filipe vai estar lá, a Breeza vai tá lá, a Anita tá vindo pra cá também. Como eu brinco com a galera, velho, se você não for, realmente só você não vai. E vai ser lindo, porque a galera vai chocar. Quando começar, quando a galera ver, começar a ver o bagulho ali acontecendo, a galera vai chocar, e aí vai ter gente que vai querer correr pra tentar chegar que não se programou e vai começar.Como eu faço para chegar? Garanta ingresso lá no Sympla. Os ingressos estão indo muito bem, já há a possibilidade do soldout, como teve em 2023, a gente tá com essa grande possibilidade. Então, é bom realmente correr aí, garantir, que as portas já estão fechando, quem tá com ingresso entra e é isso. Então, dá para correr ainda e garantir o ingresso, irmão.