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Observatório da Planta

O Festival Internacional de Cinema Canábico desembarca no Brasil

Por Murilo Nicolau

Apoio: Murilo Nicolau & Associados

O Brasil vai receber, pela primeira vez, o Festival Internacional de Cinema Canábico. O FICC nasceu com a proposta de usar a sétima arte para desmistificar a planta, e já acontece há anos no Uruguai, Chile e Argentina. Agora, em 2025, o festival desembarca por aqui, reforçando o papel central da cultura no debate sobre cannabis.

Realizado pelo Cannabis Monitor Brasil, o evento acontecerá entre os dias 20 e 24 de outubro de 2025, no Centro Cultural da UERJ (COART), no Campus Maracanã da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. É um marco histórico: pela primeira vez o país recebe oficialmente um festival internacional de cinema dedicado à cannabis, ocupando um dos espaços culturais mais importantes do Rio.

A proposta é reunir produções audiovisuais que tratam da cannabis em diferentes perspectivas, ampliando olhares e estimulando debates. Na Argentina, o festival já mostrou como a arte pode ser um canal direto de diálogo, aproximando o tema do público em geral. No Uruguai, o FICC encontrou um cenário propício para narrativas que refletem experiências de um país com trajetória própria na regulação.

Nos últimos anos o festival expandiu sua presença para outros países da América Latina, caso do Brasil, consolidando-se como um espaço internacional de cultura e cannabis. Cada edição carrega a identidade do lugar que a recebe, revelando histórias de ativismo, avanços e desafios em torno da planta.

No Brasil, o FICC promete criar esse mesmo impacto, ocupando o cinema como território político e sensível ao mesmo tempo. Mais do que entretenimento, é uma oportunidade de democratizar o acesso à informação, quebrar estigmas e mostrar que a cannabis também faz parte das histórias e das narrativas que compõem a nossa cultura.

Um festival assim representa maturidade no debate. Quando a cultura se abre para falar da cannabis sem medo, aproxima pessoas que talvez nunca teriam contato com esse universo. É nesse encontro entre arte e política que o FICC pode marcar história no Brasil.

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