
Em seu Relatório Mundial sobre Drogas, a ONU calcula que 300 milhões de pessoas consomem drogas ilícitas. Isso desconsidera as lícitas, como tabaco, álcool, café, chá, remédios, cannabis (onde é liberada), e que, se somadas, representariam quase a totalidade dos adultos. Aqui na Breeza não favorecemos nem influenciamos nenhuma forma de substância. O que fazemos é reconhecer a realidade: que se faz uso e que há benefícios e riscos nisso.
Mas como aproveitar a brisa boa, evitando os efeitos danosos?
Usar de forma consciente passa necessariamente por se informar mais sobre o quê e como se está usando. Por isso criamos o Guia da Boa Breeza, que tem como missão central informar, e que a partir deste Carnaval está disponível para ser baixado gratuitamente em boa.breeza.com.br. Nossa equipe entrevistou dezenas de especialistas e foi atrás das melhores fontes do assunto para levar conhecimento a vocês.
O Guia da Boa Breeza é resultado de uma campanha de conteúdo que se iniciou no ano passado e que divulga constantemente informações sobre uso consciente e estratégias de redução de danos no site boa.breeza.com.br. Ao longo de 6 meses, a página atraiu mais de 6 mil leitores únicos e o conteúdo divulgado em posts e stories no Instagram da Breeza alcançou a casa de 200 mil pessoas.
Foram ouvidos dezenas de especialistas, como médicos, cientistas e historiadores, além de serem consultadas as melhores referências na área, da literatura sobre o tema a organizações do ramo. Dentre os experts estão brasileiros como a médica Carolina Nocetti, professora da Unifesp e Unicamp, o neurocientista Renato Filev, da Unifesp, e o psiquiatra Dartiu Xavier. Também foram ouvidos especialistas estrangeiros no tema, a exemplo do historiador norte-americano David Herzberg, autor de livros do tópico, e o inglês David John Nutt, professor de neuropsicofarmacologia da Imperial College London.
Reunimos esse vasto conteúdo em um ebook de 65 páginas, que será atualizado com frequência com novas reportagens e respostas sobre uso consciente que continuarão a ser publicadas no site da Boa Breeza. O Guia é dividido em duas partes. Na primeira, textos nos quais se propõe o mergulho em temas centrais para a nossa conversa: os motivos de usarmos; as formas como utilizamos; os efeitos no corpo e na mente; a busca por equilíbrio. Na segunda parte, são respondidas perguntas importantes sobre estratégias de redução de danos e uso consciente, como se o ambiente e a companhia mudam o que se sente ao usar alguma droga.
CONHECIMENTO PARA QUEM EXPERIMENTA
Na primeira parte do Guia, mergulhamos em quatro questões amplas e centrais: Por que usamos? Como usamos? Quais são os efeitos? E como saber os limites e buscar o equilíbrio?
Há motivos diferentes para usar: religioso, social, medicinal, industrial. “As circunstâncias têm um impacto significativo na experiência do usuário. Isso inclui não apenas o local físico, mas também o contexto social e emocional. O ambiente ao redor e o estado da pessoa que usa substâncias psicoativas podem moldar uma experiência, influenciando o comportamento e a integração”, nos falou a farmacêutica Thainá Lira, do Núcleo de Ensino e Pesquisa do Centro de Convivência É de Lei.
Os métodos de uso mudaram também conforme os avanços tecnológicos, sendo que hoje o que é moderno é a utilização de formas de uso que não utilizam a combustão e não exalam a fumaça, como os cigarros eletrônicos e os comestíveis de cannabis.
“Quase todos usam algum tipo de droga, de café e chá a álcool, tabaco, psicodélicos etc. A questão que nos confronta não é ‘É errado usar drogas?’, mas sim como nós podemos permitir que o consumidor aproveite os benefícios enquanto o protegemos de seus malefícios”, argumenta o historiador norte-americano David Herzberg, especializado na área farmacêutica e autor de livros sobre o tema.
“A diferença dos efeitos a depender da forma do uso é muito grande”, opina David John Nutt, professor de neuropsicofarmacologia da Imperial College London e autor de diversos livros sobre o tema. “O avanço da tecnologia para o uso de drogas não foi muito veloz. A maioria ainda é ingerida, bebida, injetada ou fumada”.
Buscamos também compreender como o efeito do uso de substâncias variadas afetam nossos corpos e mentes. A exploração de substâncias psicoativas está intimamente ligada ao ser humano. A maconha já era utilizada no leste da China há 12 mil anos e a erva chegou às Américas literalmente nas caravelas, cujas velas eram feitas dela. O álcool teve tempos de proibição, como nos EUA da Lei Seca, dos anos 1920 e 1930, e hoje está em qualquer esquina. O tabaco surgiu nas Américas há doze milênios e é consumido em todo o mundo.
“Há uma rádio que toca sempre a mesma música: quem é você, quais suas preocupações, quais são os seus planos, o que você está sentindo. Então você toma um psicodélico e essa música recomeça, mas de forma diferente. Partes do seu cérebro que nunca se falaram começam a se conectar”, nos disse a médica Carolina Nocetti, professora dos cursos de extensão sobre cannabis na Unicamp e Unifesp, em uma analogia para explicar os efeitos do uso.
Também trazemos caminhos para evitar bads, abusos e cair no uso problemático. Como nos falou o psiquiatra Dartiu Xavier, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), referência no assunto: “A regra geral é identificar se você perdeu o controle da quantidade e da frequência. Outro ponto é se questionar se o uso está causando algum prejuízo na sua vida. Você está se afastando das pessoas? Está perdendo amizades? Seus relacionamentos pioraram?”.
RESPOSTAS E PERGUNTAS
A segunda parte do Guia da Boa Breeza responde a perguntas das mais importantes para quem quer usar de forma consciente. O ambiente e companhia mudam o que sentimos ao usar? Quais são os maiores riscos de usar algo sem saber a procedência? Tem diferença entre fumar, vaporizar, comer…?
Nessa primeira edição dessa nossa Boa Breeza, mergulhamos em sete questões centrais. O site boa.breeza.com.br continuará a responder mais perguntas sobre redução de danos para tornar nosso guia cada vez mais completo.
“A importância da política de redução de danos é a proposta voltada para um respeito ao indivíduo como ser autônomo, capacitado a tomadas de decisões, inclusive no que diz respeito ao uso de substâncias”, constata Lisiane Cysne de Medeiros Vasconcelos e Rego, psiquiatra especialista em dependência química. Um dos passos fundamentais para a aplicação dessa abordagem é a comunicação e o compartilhamento de informações e de conhecimento.
A primeira lição sobre usar ou não uma substância é de que essa é uma decisão individual. Ou seja, ninguém deve decidir por você. Depois, é importante saber que todas as substâncias têm efeitos positivos e negativos. Elas podem gerar uma série de sensações de bem-estar, como relaxamento, euforia, empatia, mas também podem causar efeitos ruins, como ansiedade, palpitação, paranoia, tristeza.
A Breeza defende que para tomar essa decisão de forma responsável, quanto mais informado se está sobre o quê, como e onde se usa algo, melhor. Nosso Guia da Boa Breeza pode ser baixado gratuitamente em boa.breeza.com.br para quem quer saber mais de como aproveitar o melhor, sem cair em situações ruins. Confere lá e acompanhe a página da Boa Breeza, que continuará a trazer informações sobre como usar de forma consciente, com base nas visões que a medicina e a ciência têm da adoção de estratégias de redução de danos.
O Guia da Boa Breeza é uma produção da Breeza
com apoio institucional da Philip Morris Brasil